Desfaz-se o tempo em rotinas e vontades em projectos e verdades
em desgostos que se alastram
em vestígios destorcidos de nascentes que encontramos.
E é sempre quando seca
que tudo se tem que agarrar a tudo que faz fugir
e a verdade passa a estar no fundo de um copo cheio do que
se quer ser e a beata no chão que faz os olhos arder
e nova moda nas crianças que ainda estão a aprender
como têm que estar e andar e beber e dançar e comer e falar
e ouvir e sentar e sorrir para saber existir!
Só eu sei ver o sol nascer
Desfaço-me em pedaços em retratos
Desfaço-me em pedaços em retratos
em bebidas que trocámos e abraçámos
sim, fugimos, mas voltamos!
e o que presta é o que resta em nós...
No fim de festa onde todos sabemos quem somos
ou que não se quer lembrar ou quem precisa de estar
perdido noutro sonho
a mesmo noite o mesmo copo o mesmo corpo
a mesma sede que não sabe secar,
onde se encontra sem se procurar onde se dança o que estiver a tocar,
muito fumo, muito fogo,
muito escuro onde somos o que queremos
quase somos o que queremos
quase fomos o que queremos...
Só eu sei ver o sol nascer
(in Segundo, Toranja)
3 comentários:
Não sei se já ouvi a música, mas a letra está muito fixe. ;)
Se quiseres a música posso mandar para o teu mail
Ok, muito obrigada. :)
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