É difícil de explicar… estás meses, anos, longe da tua casa, do teu país, anseias cada dia voltar...ouves a tua língua materna na rua e sentes umas saudades... Contas os dias e os segundos, vês todos os programas sobre o teu pais, procuras noticias nos jornais, divulgas aos outros as coisas bonitas que existem nele, elogias, sentes falta e quando a tua conta atrás esta prestes a acabar, fazes as malas...já é mais do que ansiedade, é uma necessidade, uma falta de ar... Quando chegas, corres para ver as pessoas que mais falta sentiste, vais de um lado para outro como a matar a sede de tudo o que esteve tão longe, tanto tempo, e quando consegues isso... sentes-te fora de sitio, como se a tua casa já não fosse o teu lugar...Não queres voltar para donde vieste, mas aí também não te sentes bem. É como se já não fosses de um sitio nem de outro...
Não sei se existe uma razão cientifica para isto.., pode parecer absurdo para quem nunca passou por isso, mas é comum em todos os que partilhamos experiências assim.
Meses a querer voltar a casa, em que esse é o único pensamento e objectivo, quando consegues voltar, depois desses primeiros instantes de euforia, encontras um sitio que já não parece o teu. Inconscientemente sabes que sim, mas não o sentes como tal, tens que adaptar-te a estar na tua própria casa, como te adaptas-te a estar fora dela.
Talvez a razão seja, que temos a ilusão, de que nos vamos encontrar, com o que deixámos, e não é certo... o tempo não pára. Também em casa, as coisas mudam, as pessoas vivem experiências, pensam de forma diferente, actuam de forma diferente, algumas já não estão, outras são novas. Ou seja, lá por ser a nossa casa, não vai estar aí sempre como a deixamos á nossa espera. E suponho que não é só isso...também o facto de estarmos fora, ver o nosso pais desde outra cultura, ouvir outras versões do que é nosso, faz-nos dar tanto valor, que talvez exageremos, talvez tenhamos tanta ilusão por voltar que, o que depois encontramos, apesar de ser o que mais queremos, não nos satisfaz. E outra reflexão... também é possível que simplesmente “Home is where you hang your hat”...
Não sei a resposta, nem a justificação...
Sei que é uma fase, que existe e que se supera..
Não sei, qual é o tempo limite, um mês, semanas, anos...
Sei, que com o tempo, voltas a sentir que a tua casa é o teu lugar, tal como ansiaste...
Não sei se existe uma razão cientifica para isto.., pode parecer absurdo para quem nunca passou por isso, mas é comum em todos os que partilhamos experiências assim.
Meses a querer voltar a casa, em que esse é o único pensamento e objectivo, quando consegues voltar, depois desses primeiros instantes de euforia, encontras um sitio que já não parece o teu. Inconscientemente sabes que sim, mas não o sentes como tal, tens que adaptar-te a estar na tua própria casa, como te adaptas-te a estar fora dela.
Talvez a razão seja, que temos a ilusão, de que nos vamos encontrar, com o que deixámos, e não é certo... o tempo não pára. Também em casa, as coisas mudam, as pessoas vivem experiências, pensam de forma diferente, actuam de forma diferente, algumas já não estão, outras são novas. Ou seja, lá por ser a nossa casa, não vai estar aí sempre como a deixamos á nossa espera. E suponho que não é só isso...também o facto de estarmos fora, ver o nosso pais desde outra cultura, ouvir outras versões do que é nosso, faz-nos dar tanto valor, que talvez exageremos, talvez tenhamos tanta ilusão por voltar que, o que depois encontramos, apesar de ser o que mais queremos, não nos satisfaz. E outra reflexão... também é possível que simplesmente “Home is where you hang your hat”...
Não sei a resposta, nem a justificação...
Sei que é uma fase, que existe e que se supera..
Não sei, qual é o tempo limite, um mês, semanas, anos...
Sei, que com o tempo, voltas a sentir que a tua casa é o teu lugar, tal como ansiaste...
1 comentário:
Escreveste o texto que eu quero escrever há muito tempo e exprimiste o que não consigo exprimir... O nosso mundo deixa de ser "nosso" e quando voltamos e nos habituamos a ele, é hora de voltar e deixar novamente tudo para trás.
"If home's where my heart is then I'm out of place..."
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