Existe uma certa mania este ano, por parte dos professores, para nos deixar mal (devem de achar que temos pouca pressão). São contínuos os “e vocês pensam ser médicos daqui a uns meses?”, “sim, como só sabem sair à noite isto não estudaram não foi?”, “a mim não quero que me atendam em urgências”...
È tal o exagero de comentários de este tipo, que no outro dia, numa aula de cirurgia ortopédica, o professor resolveu facilitar-nos a vida com uma regra mnemotécnica e o comentário foi: “como na minha época nós estudávamos muito, não era como vocês, utilizávamos esta regra”... com a sensibilidade à flor da pele, ouviu-se um murmulho geral e uma aluna mais aventureira respondeu-lhe “nós também estudamos muito” e a partir de aqui começou uma discussão absurda.
“Como?”...como é mesmo aventureira não ficou calada... “você disse que na sua época estudava muito e estou a dizer que nos também estudamos muito”...e também teve resposta, com um riso cínico “ Vocês?? Eu tive que estudar as teorias da embriogénese da arteria pulmonar e as indicações da microscopia electrónica nas neuropatias, que eram teses doutorais...”. Calaram-se todos, mas não foi por falta de argumentos... obviamente também lhe podíamos fazer uma lista de coisas sem sentido e com pouca aplicação clinica que nos fizeram estudar, mas era absurdo continuar a medir forças.
Quantos anos pode ter este homem? 60-70 anos? Deve ter uns trinta anos de pratica clinica e mesmo assim não se esqueceu do que algum professor (que quase de certeza ainda sabe o nome e que carro é que tinha) lhe fez estudar com pouca vontade. Espero que estas recordações, as utilize de fora positiva quando fizer o nosso exame...
Nota: Claro que isto com outra entoação e em espanhol, tinha mais impacto
È tal o exagero de comentários de este tipo, que no outro dia, numa aula de cirurgia ortopédica, o professor resolveu facilitar-nos a vida com uma regra mnemotécnica e o comentário foi: “como na minha época nós estudávamos muito, não era como vocês, utilizávamos esta regra”... com a sensibilidade à flor da pele, ouviu-se um murmulho geral e uma aluna mais aventureira respondeu-lhe “nós também estudamos muito” e a partir de aqui começou uma discussão absurda.
“Como?”...como é mesmo aventureira não ficou calada... “você disse que na sua época estudava muito e estou a dizer que nos também estudamos muito”...e também teve resposta, com um riso cínico “ Vocês?? Eu tive que estudar as teorias da embriogénese da arteria pulmonar e as indicações da microscopia electrónica nas neuropatias, que eram teses doutorais...”. Calaram-se todos, mas não foi por falta de argumentos... obviamente também lhe podíamos fazer uma lista de coisas sem sentido e com pouca aplicação clinica que nos fizeram estudar, mas era absurdo continuar a medir forças.
Quantos anos pode ter este homem? 60-70 anos? Deve ter uns trinta anos de pratica clinica e mesmo assim não se esqueceu do que algum professor (que quase de certeza ainda sabe o nome e que carro é que tinha) lhe fez estudar com pouca vontade. Espero que estas recordações, as utilize de fora positiva quando fizer o nosso exame...
Nota: Claro que isto com outra entoação e em espanhol, tinha mais impacto
1 comentário:
Como eu te compreendo...
E tens toda a razão quando dizes que "há coisas que nunca mudam"...
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