No outro dia andava em casa à procura dos meus livros da “Anita” para ler uma historia à minha afilhada. Ela vinha atrás de mim, “eu ajudo-te, eu ajudo-te”, escadas para cima, escadas para baixo e nada, não havia maneira de os encontrar e ela sempre atrás de mim. Já estava a desistir da ideia, quando ela olha para mim e diz-me “não fiques triste... é só um pequeno problema... não fiques triste... amanhã procuras bem, ou perguntas à tua mamã que ela encontra... é só um pequeno problema”.
Senti-me como se eu fosse a filha e ela a minha mãe. Com 2 anos e 10 meses, estava-me a dar uma lição de vida, tinha toda a razão era só um pequeno problema, nada de extraordinário. Pensei o bom que seria, que ela pudesse conservar essa inocência e essa força, para quando a vida a enfrentar com os primeiros obstáculos... o bom que seria que ela os visse também como pequenos problemas. Tive pena de não ter filmado, para lhe puder mostrar um dia mais tarde... É simplesmente adorável
2 comentários:
Claro que podes! O texto não é meu... Quanto a este post, dps comento-o... Agora tou muito muito ocupada! :)
Pois é, tão novinha e já sabe tanto…
Realmente parece que é com as crianças que temos muito que aprender ainda.
Por vezes, por uma coisinha de nada, fazemos um “bicho de sete cabeças”. Complicamos em vez de simplificar. Damos mais atenção a coisas que não deveríamos dar e as coisas mais importantes por vezes passam-nos ao lado. Um problema sem importância ou fácil de resolver, torna-se num grande problema ou de resolução difícil…
Temos mesmo que começar a ser crianças de novo…(se é que alguma vez deixaremos de o ser… lol)
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